Da fibro e ao que me traz aqui




 Ando ás voltas com o blog, se continua ou não, e se se continuar, será para quê?

Eu gosto de escrever, e escrever faz-me falta. Não necessariamente sobre mim, ou algo em particular, mas sobre o que me apetece, real ou imaginário. Sinto mais essa falta quando estou mais em crise, mas também escrever assim tudo, sinto que devo ficar despida. 

Isto da fibromialgia, ou da poliatrite inflamatória(PAI) - que nem sei bem qual é ou se são ambas, pois os entendidos divergem de opinião - muda a nossa essência. Mas ninguém repara, pois o aspecto físico mantém-se igual, e até as análises de sangue têm bons indicadores. Mas não há indicador ou teste para ver a se uma alma ficou alterada, ou se o espírito ficou diferente. 

Um dia, um entendido da área, perguntou-me se eu era uma pessoa forte, ou melhor, se eu tinha conseguido ter forças há 5 atrás, naquele que chamo o 2o pior momento da minha vida. Respondi que nessas alturas arranja-se forças e nem se sabe bem como. Respondeu-me que só quem passa por situações assim, é que percebe o que estava a dizer. Ali, naquele momento que tinha envelhecido a alma , a essência, o espírito , a pessoa. E sei que sim, que fez ferida funda , e a cictraiz está ainda bem visível.

Mas a fibro, e ou a p.a.i., consegue ir mais profundo ainda. É possível? É sim, e de que maneira. Se na anterior ficamos abalados, envelhecidos pelo tempo e pela experiência, enviesados pela perspectiva da vida, com estes dois, ou apenas um , é a essência da nossa pessoa, do nosso ser, a nossa alma, que é posta ao teste, mexida e remexida, cortada a meio. 

Existia um eu dantes, agora existe um eu depois. Somos iguais ao espelho, mas os olhos nunca mentem. 

E só os mais atentos, é que sabem. 


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